Reforçamos que não há tendência à seca severa em 2026 no Acre
abr 23
Chuvas, na capital do Acre, em abril, já somam 163,6mm
Não há nenhuma possibilidade de friagem no Acre, neste mês
Nível do rio Acre, em Rio Branco, volta a subir nestes dias
Chuvas e calor abafado no Acre
O mẽs de abril de 2026 tem sido com chuvas quase todos os dias no Acre, porém, na maior parte do estado, tais chuvas, ainda, não atingiram a média climatológica do mês.
Em Rio Branco, por exemplo, até às 12h desta quinta-feira, dia 23, já havia chovido 163,6mm, ou seja, 80,1% da média de abril, que é 204,3mm, conforme dados oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia.
No entanto, na capital, já são 17 dias com chuva igual ou superior a 1,0mm, sendo que a média é de 13 dias.
Resumindo, as chuvas têm sido constantes, porém, sem serem volumosas, o que é muito bom para abastecer os lençóis freáticos e manter o nível dos rios um pouco acima da média para o mês, além de proporcionar uma excelente irrigação para a agricultura.
Como já publicamos há alguns dias, reforçamos nossa projeção de que o inverno deste ano, ou seja, a estação mais seca no Acre, será dentro da média, não devendo ocorrer seca severa, principalmente quanto ao nível dos principais rios do estado. As condições atmosféricas e oceâncias atuais, além de uma criteriosa análise dos registros meteorológicos dos últimos 60 anos, permitem-nos projetar – não afirmar – que o tempo, nos próximos quatro meses – outono e inverno -, deverá ficar dentro dos padrões normais, podendo, no cômputo geral, chover, inclusive, acima da média na maioria dos municípios acreanos.
Tais condições futuras não isentam ocorrência de uma forte onda de frio polar, provocando uma típica friagem na Amazônia Ocidental, no fim do outono ou durante o inverno. São tendências, não afirmações.
Assim, não vislumbramos motivos para preocupações alarmantes para o inverno que se aproxima. Nos próximos dias, publicaremos informações mais precisas sobre a dinâmica da atmosfera no Acre, cuja falta de conhecimento leva a erros grosseiros por parte dos institutos oficiais e particulares do Brasil e de outros países.
Até o momento, não há a menor possibilidade de ocorrência de ondas de frio polar suficientes para provocar uma típica friagem na Amazônia Ocidental, pelo menos, até os primeiros dias de maio.

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